Animais estão enfrentando exaustão física e emocional devido à falta de estrutura
Cães atropelados e gravemente feridos foram encontrados pelas ruas de Capelinha em condições críticas, segundo relato da Associação de Proteção de Cães de Capelinha (APCC) publicado no dia 5 de junho. Entre os casos mais urgentes, uma cadela atropelada permanecia há quatro dias imóvel enquanto outro cão, doente e com dificuldade para andar, lutava para se manter de pé.
De acordo com a APCC, o Departamento de Meio Ambiente foi acionado, mas informou que o resgate não poderia ser realizado, pois o veículo usado para transportar os animais também seria utilizado na coleta de lixo hospitalar. “É difícil acreditar que, diante de tanta dor e urgência, essa seja a justificativa apresentada”, afirmou a associação.
A cadela atropelada permaneceu dias imóvel, sofrendo sem qualquer socorro imediato, e o outro cão mostrava sinais claros de desnutrição e dor intensa ao tentar se locomover. “Estamos no limite, lutando para salvar vidas que dependem exclusivamente da nossa dedicação”, relatou um representante da associação.
Os voluntários da APCC assumiram a responsabilidade e resgataram os animais que se encontravam em sofrimento extremo, porém estão enfrentando exaustão física e emocional devido à falta de abrigo adequado, recursos ou estrutura mínima. Eles enfrentam exaustão física e emocional.
A entidade concluiu afirmando que Capelinha precisa cumprir a lei e a sentença judicial com urgência, garantindo que a proteção animal não dependa apenas de esforço voluntário. “Quando a omissão se torna rotina, a justificativa deixa de ser burocracia e passa a se chamar falta de prioridade”, alertou a associação.



