Em Turmalina, duas ocorrências envolvendo recém-nascidos que resultaram em mortes nesta semana passaram a ser confundidas após fotos e informações serem compartilhadas em grupos de WhatsApp. Familiares de uma das crianças procuraram esclarecer que a imagem que circula nas redes sociais não pertence ao caso de morte que está sendo investigado pela Polícia Militar.
O bebê cuja fotografia vem sendo associada de forma equivocada ao outro episódio tinha uma condição congênita rara e grave, chamada holoprosencefalia alobar, e recebia acompanhamento médico. Segundo a família, a mãe possuía laudos, exames e demais documentos relacionados ao quadro clínico, que também despertava interesse de profissionais de saúde de Belo Horizonte e da região.
Ainda conforme os familiares, a criança já estava sem vida e as alterações observadas na pele estavam relacionadas às condições clínicas do caso. Eles contestam interpretações feitas a partir da fotografia que sugerem possíveis maus-tratos. Alterações na integridade da pele podem ocorrer em determinadas circunstâncias após a morte.
O outro caso ocorreu no domingo, 04 de outubro, e envolve uma mulher que procurou atendimento hospitalar após um parto recente. Segundo o registro policial, informações apresentadas durante a ocorrência levaram à abertura de uma investigação, como a possível tentativa de ocultação de provas, divergência nos depoimentos e o estado do corpo do recém-nascido, que foi encaminhado ao IML de Capelinha para exames que poderão esclarecer a causa da morte e as circunstâncias do ocorrido.
A família reforça, portanto, que a criança cuja foto vem sendo compartilhada não é a mesma do caso investigado pela polícia.
Fonte: @centralturmalinaofc



