Moradora relatou falta de atendimento, enquanto profissional contestou a afirmação
A entrega de tablets às agentes comunitárias de saúde de Virgem da Lapa (MG) gerou uma discussão nas redes sociais nesta quarta-feira, 9 de setembro. O debate começou nos comentários da publicação em que a Prefeitura Municipal anunciou a aquisição dos equipamentos para auxiliar o trabalho das profissionais.
Os tablets foram entregues pela Prefeitura de Virgem da Lapa, com a proposta de incorporar novas tecnologias ao trabalho desenvolvido pelas agentes durante o acompanhamento das famílias. Foi justamente a atuação das profissionais nas residências que passou a ser questionada nos comentários da publicação quando uma moradora afirmou estar há mais de um mês sem receber a visita.
“Que agente de saúde? Estou em Virgem da Lapa há mais de um mês, nunca passou uma agente de saúde aqui! Isso porque minha mãe tem doenças crônicas! Então fica aqui a pergunta, que agente de saúde? Porque aqui no bairro Turmalina simplesmente não existe!”, escreveu a moradora.
O comentário recebeu uma resposta de uma mulher que se identificou como agente de saúde responsável pelo atendimento à mãe da autora da reclamação. “Eu sou agente de saúde da sua mãe e nunca deixei de passar na casa dela, não. Isso ela pode te confirmar, e seu irmão, que mora com ela também. Tudo que ela sempre precisou eu sempre estive à disposição para ajudar ela e tenho assinatura do seu irmão no meu caderno comprovando que passo aí todos os meses. Inclusive, hoje estou na rua dela”, respondeu.
A resposta da agente, no entanto, não encerrou a discussão. A moradora voltou a se manifestar e questionou quando as visitas teriam ocorrido, afirmando que está na casa da mãe desde 1º de agosto. “Qual foi o dia que você passou aqui? Em maio eu também passei 30 dias e qual foi o dia que você passou? Porque eu não vi você passando nenhuma vez”, escreveu.
Logo em seguida, a agente respondeu a moradora e apresentou a data da visita questionada. “Eu passei dia 19 de agosto, está aqui no meu caderno. Conversei com sua mãe e foi seu irmão que assinou o caderno. Pode ser que você não estivesse em casa, mas tenho a assinatura, que é a prova de que estive aí”, concluiu.



