Vitória Abreu anuncia recurso após condenação em ação movida por prefeito de Água Boa

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A ex-vereadora Vitória Abreu afirmou nesta terça-feira, 06 de outubro, que irá recorrer da decisão que determinou o pagamento de R$ 8 mil por danos morais ao prefeito de Água Boa, Orlando Cardoso, o Zola. A sentença foi proferida pela 1ª Vara do Juizado Especial da Comarca de Capelinha e assinada em 2 de outubro de 2026. O processo ainda está em primeira instância e pode ser contestado por meio de recurso.

A ação teve origem em uma publicação feita por Vitória nas redes sociais em abril de 2025, quando ela ainda exercia o mandato de vereadora. Conforme registrado na sentença, ela acusou o prefeito de ter ordenado sua morte na presença dos filhos, além de mencionar possíveis testemunhas e supostas armas encontradas na residência do político. Para a Justiça, não foram apresentados nos autos elementos objetivos que comprovassem as acusações. A decisão também afastou a imunidade parlamentar por entender que as declarações não tinham relação direta com o exercício do mandato.

Além da indenização, Vitória deverá retirar o vídeo e eventuais cópias idênticas de páginas, perfis ou contas sob seu controle. O prazo é de cinco dias após a intimação pessoal, com multa diária de R$ 300 em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 10 mil. O pedido de retratação pública foi rejeitado, assim como a retirada de publicações feitas exclusivamente por terceiros.

Em nota divulgada nas redes sociais, Vitória contestou a decisão e afirmou que não tinha conhecimento da ação nem havia sido devidamente citada. Segundo ela, a citação teria sido enviada para um endereço onde não reside e recebida por uma pessoa menor de idade. A ex-vereadora declarou que, por isso, não teve oportunidade de apresentar defesa e informou que pretende questionar judicialmente a validade da citação e outros pontos da sentença.

Vitória também afirmou que um processo anterior, de natureza semelhante e envolvendo conteúdo que considera idêntico, teve resultado diferente na mesma comarca. Na manifestação, classificou a situação como perseguição política e disse que não pretende interromper sua atuação em defesa do que considera os interesses da população. A sentença, por sua vez, registra que ela não compareceu à audiência de conciliação e não apresentou defesa nos autos. A alegação de irregularidade na citação deverá ser analisada no eventual recurso.

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