A aprovação do Projeto de Lei nº 048/2026, na sessão da Câmara Municipal realizada na última segunda-feira, 13 de julho, continua repercutindo em Turmalina. A proposta, aprovada por 7 votos favoráveis e 3 contrários, cria a Cidade Industrial e autoriza a comercialização de lotes para instalação de empresas. Desde a votação, o assunto tem movimentado debates entre vereadores, empresários, microempreendedores e moradores.
De acordo com o texto aprovado, os terrenos serão disponibilizados por meio de leilão público, com preços que variam entre R$ 30 e R$ 70 por metro quadrado, conforme a localização. A seleção das empresas deverá considerar critérios como potencial de geração de empregos, volume de investimentos e viabilidade dos empreendimentos. Para a administração municipal, a iniciativa representa uma estratégia para atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico.
Apesar disso, parte dos microempreendedores demonstrou preocupação com a proposta. O principal receio é que pequenos empresários tenham dificuldade para disputar os lotes com empresas de maior porte, o que tem alimentado discussões nas redes sociais e fora do plenário da Câmara. Entre os vereadores que votaram contra, Léo do Jó (PDT) defendeu que o projeto deveria ter sido amplamente debatido com a população antes da aprovação.
Nas redes sociais, diversos comentários refletem a divisão de opiniões. Entre eles estão: “Insatisfação dos microempreendedores de Turmalina na votação da Câmara Municipal de Turmalina.”, “Rico vai ser contemplado, pobres não vão ganhar nada nem uma migalha.” e “Infelizmente é para quem tem dinheiro, pois aqui em Turmalina existe uma panelinha.” As mensagens representam a percepção de parte dos internautas, enquanto outros moradores defendem que o novo distrito industrial poderá ampliar a oferta de empregos e fortalecer a economia do município. Após a sessão, o tema continuou sendo discutido por vereadores e populares em frente à Câmara, evidenciando que o projeto ainda deve gerar novos debates.



