Filho de Capelinhense, Pedro Pimenta transforma experiência com amputação em clínica de reabilitação

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Filho de Capelinhense, Pedro Pimenta ganhou destaque na mídia nacional ao transformar uma experiência pessoal extremamente difícil em um trabalho voltado à reabilitação de pessoas amputadas. Aos 18 anos, em 2009, ele precisou amputar os dois braços e as duas pernas após sofrer uma meningite bacteriana severa. Depois de seis meses internado, iniciou uma trajetória de recuperação que mudaria sua própria vida e, posteriormente, a de centenas de outras pessoas.

Em 2010, Pedro viajou para Oklahoma, nos Estados Unidos, onde realizou tratamento na Hanger Clinic, especializada em órteses e próteses. No local, passou a utilizar quatro próteses e conviveu com veteranos de guerra amputados. A experiência ajudou na reconstrução de sua autonomia e ampliou sua compreensão sobre os aspectos físicos e psicológicos da reabilitação. Nos Estados Unidos, também se formou em Economia, aprofundou seus estudos na área e passou a auxiliar outros amputados.

De volta ao Brasil, Pedro fundou, em 2021, a Da Vinci Clinic, em Barueri (SP), especializada na fabricação de próteses e na reabilitação de pessoas amputadas. Em 2025, a empresa inaugurou uma segunda unidade em Belo Horizonte (MG). Atualmente, as duas clínicas atendem mais de 200 pacientes por ano e reúnem fabricação de próteses, fisioterapia e terapia ocupacional em um mesmo espaço.

O modelo desenvolvido por Pedro também incorpora o conceito de peer support, baseado no apoio mútuo entre amputados e familiares durante o processo de recuperação. As próteses são confeccionadas manualmente e personalizadas de acordo com cada paciente. Para Pedro, a amputação não deve ser encarada como uma enfermidade, mas a prótese como uma ferramenta para recuperar autonomia e qualidade de vida.

A trajetória do filho de Capelinhense agora também caminha para uma nova etapa. Pedro prepara a criação do Instituto Pedro Pimenta, prevista para o primeiro semestre de 2027, com atuação voltada à defesa dos direitos das pessoas amputadas e à melhoria das condições de reabilitação. Entre as pautas estão mudanças na cobertura de próteses pelos planos de saúde e a revisão dos valores destinados pelo SUS. Sua história, que começou com uma experiência pessoal de superação, ganhou dimensão nacional e hoje busca ampliar oportunidades para outras pessoas que enfrentam a amputação.

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