Seis parlamentares seguiram a Comissão de Finanças e três divergiram
A Câmara de Angelândia rejeitou, em sessão realizada nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, as contas do ex-prefeito Paulinho Pinheiro referentes ao exercício financeiro de 2024. A decisão ocorreu após votação nominal e resultou na aprovação, por 6 votos a 3, do parecer da Comissão de Finanças que já havia dado parecer para reprovação das contas.
O julgamento foi precedido pela divulgação do Parecer nº 01/2026 da Comissão de Finanças, de relatoria da vereadora Gislene Batista, que recomendou a reprovação das contas atribuídas ao ex-prefeito. O documento afirmou que, embora o TCE-MG tenha opinado pela aprovação com ressalvas, a análise aprofundada identificou falhas graves, com destaque para o descumprimento das emendas parlamentares impositivas.
Segundo o parecer, documentos oficiais da Prefeitura e da própria Câmara indicaram que nenhuma emenda impositiva de 2024 foi empenhada ou executada, sem apresentação de justificativa técnica formal. O relatório também registrou que a Controladoria Interna do Executivo reconheceu formalmente a inexistência de empenho ou execução orçamentária dessas emendas.
Encerradas as apresentações e os esclarecimentos jurídicos, o presidente abriu a fase de debates e colocou a matéria em votação nominal. Os vereadores Edson dos Passos (Republicanos), José Augusto (PMN) e Keiliane dos Santos (PL) votaram contrários ao parecer da comissão, destacando-se a apresentação de justificativas do ex-gestor e a dilação de prazo de investigação.
Já os parlamentares Ederson Carlos (PRD), Gislaine Batista (PRD), João Aparecido (PRD), Kélio Camargo (PRD), Otávio Rodrigues (PL) e Reginaldo Cordeiro (PSB) votaram favoravelmente ao parecer da comissão. Entre as justificativas para os votos favoráveis, os parlamentares destacaram a imparcialidade de suas decisões, o não cumprimento das emendas impositivas e a oportunidade de ampla defesa ao ex-gestor.



