Segundo a condutora, colisão foi inevitável após encontrar vítima ajoelhada na pista
A motorista envolvida no acidente que resultou na morte de um motociclista na LMG-721, rodovia que liga Angelândia a Capelinha, apresentou sua versão dos fatos. Segundo ela, retornava de Capelinha após o trabalho quando, ao fazer uma curva, se deparou com um homem ajoelhado na pista, não havendo tempo suficiente para frear ou desviar.
A condutora afirmou que não sabe explicar o motivo de a vítima estar naquela posição na rodovia, levantando a possibilidade de o homem ter caído da motocicleta ou passado mal antes do impacto. Ela ressaltou que não colidiu com a moto, mas diretamente com o rapaz que estava na pista.
Ainda conforme o relato, após a colisão, a motorista parou o veículo à margem da rodovia, acionou o pisca-alerta e desceu para prestar socorro. Nesse momento, um segundo veículo teria passado por cima da vítima em alta velocidade e seguido em direção a Angelândia sem prestar atendimento. Devido à escuridão e à velocidade, não foi possível identificar o veículo, apenas que era de cor clara.
A motorista relatou que outras pessoas pararam no local para sinalizar a via e que um motociclista seguiu em busca de socorro. Ao perceber que a vítima aparentava já estar sem vida e com o local sinalizado, ela se deslocou até Angelândia para procurar a Polícia Militar, mas encontrou a delegacia fechada. O carro teria superaquecido após a colisão, impossibilitando o retorno ao local.
Por fim, a condutora negou ter fugido do local, afirmou que entrou posteriormente em contato com a Polícia Militar e se colocou à disposição das autoridades. Ela também manifestou condolências aos familiares e amigos da vítima. As circunstâncias do acidente seguem sendo apuradas por meio da perícia técnica e do boletim de ocorrência.



