A Polícia Militar faz um alerta à população de Itamarandiba e região sobre a ocorrência de casos de estupro de vulnerável e a importância de identificar e denunciar situações de violência sexual contra crianças e adolescentes. Em entrevista, o sargento Alcântara explicou que qualquer ato sexual ou prática com finalidade de satisfação sexual envolvendo menores de 14 anos configura crime, mesmo quando há aparente consentimento da vítima.
Segundo o militar, a PM contabilizou aproximadamente 39 registros dessa natureza nos últimos três anos em Itamarandiba. Ele ressalta, porém, que o número pode não representar a realidade, já que muitos episódios não chegam ao conhecimento das autoridades. O policial também apresentou um levantamento da corporação segundo o qual cerca de 62% dos suspeitos seriam pessoas do próprio ambiente familiar, aproximadamente 30% seriam conhecidos, vizinhos ou amigos, e apenas 6% desconhecidos.
Diante desse cenário, Alcântara destacou a necessidade de pais, responsáveis, professores e demais pessoas próximas conversarem com as crianças sobre proteção do corpo e limites de contato físico. O sargento orientou que os responsáveis observem comportamentos que possam indicar desconforto e evitem obrigar crianças a abraçar, sentar no colo ou manter contato físico com alguém contra a própria vontade.
O militar também reforçou a importância das ações de conscientização nas escolas. Segundo ele, palestras podem ajudar crianças a reconhecer situações de abuso que, muitas vezes, são confundidas com demonstrações de carinho, especialmente quando envolvem familiares ou pessoas de confiança. A orientação é que qualquer suspeita seja comunicada às autoridades, e a população pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
O alerta ocorre também após uma ocorrência recente no distrito de Contrato, em Itamarandiba. No caso, uma menina de 12 anos foi apontada como possível vítima de violência sexual, e um homem foi preso na segunda-feira, 2 de novembro, suspeito de estupro de vulnerável. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá esclarecer as circunstâncias do ocorrido.



