Barulho de evento volta a dividir opiniões e reabre discussão sobre Parque de Exposições de Capelinha

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A realização do Motocando Capelinha 2026, neste domingo, 02 de agosto, no Parque de Exposições, voltou a reacender um antigo debate sobre a localização do espaço. O evento, que reuniu praticantes de manobras com motocicletas, carros rebaixados e bicicletas, ocorreu de forma legalizada e em local apropriado para esse tipo de atividade. A discussão, no entanto, não é direcionada ao encontro em si, mas à permanência do Parque de Exposições em uma área cercada por residências.

Enquanto alguns moradores defendem a mudança do parque para reduzir os impactos à vizinhança, outros afirmam que os eventos são esporádicos e fazem parte da tradição do município. Entre os comentários publicados estão frases como: “Gente, quem quiser silêncio 24 horas é só mudar para a zona rural”, “Eu tô aqui quase surda”, “Minha mãe mora nos arredores do hospital e disse que o som parece estar ao lado da casa dela” e “Não considero que seja algo insuportável, até porque não acontece o tempo todo”.

As reclamações não são recentes. Em agosto de 2025, moradores dos bairros vizinhos iniciaram um movimento cobrando a transferência do Parque de Exposições para uma área mais afastada da cidade. Na época, famílias relataram dificuldades causadas pelo volume do som, principalmente para idosos, pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e pessoas com transtornos mentais, defendendo que os eventos continuem acontecendo, mas em um local que cause menos impacto à vizinhança.

Na ocasião, procurado pela reportagem, o então secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Gilmar Santos, confirmou que a Prefeitura já estudava a mudança do parque. “O prefeito está em tratativas com proprietários de terras no entorno da cidade para, recebendo área, construir o projeto divulgado na campanha, onde pretende construir tanto um novo estádio de futebol quanto o novo Parque de Exposições com estacionamento que atenda aos dois empreendimentos”, afirmou. Ele também ressaltou que a proposta exige investimentos elevados. “Como se trata de obras caras e de no mínimo médio prazo, a mudança definitiva deve ocorrer apenas no fim deste mandato, na melhor das hipóteses”, declarou.

A atual gestão também informou que a solicitação para obtenção de uma nova área junto à Aperam foi encaminhada ainda no primeiro mês do mandato do prefeito Jonas Barreiros e segue em análise. Enquanto isso, o assunto continua dividindo opiniões nas redes sociais.

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