Acusado de matar homem após desavença é condenado a 13 anos e 4 meses em Minas Novas

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Familiares e amigos afirmam que condenação não apaga a dor nem o sentimento de perda.

O julgamento do homem acusado pela morte de Roberto Ramalho foi realizado nesta quarta-feira, 02 de setembro, em Minas Novas, e terminou com a condenação do réu a 13 anos e 4 meses de prisão. O crime aconteceu na tarde de 1º de junho de 2025, na região de Baixa Quente, na zona rural do município. Segundo as informações do caso, Roberto foi surpreendido pelo acusado em meio a uma antiga desavença entre os dois e acabou sendo morto. A investigação apontou que o crime ocorreu em uma estrada da região, onde a vítima foi encontrada após o ataque.

Mais de um ano depois do assassinato, o caso chegou ao Tribunal do Júri. Durante o julgamento, familiares e amigos de Roberto estiveram presentes usando adesivos com a fotografia da vítima. Além de homenagear Roberto, a manifestação também teve caráter de protesto e cobrança por justiça. O grupo levou para o plenário a lembrança da vítima e a indignação pela forma como sua vida foi interrompida.

Mesmo com a condenação, a sensação de justiça não chegou completamente a todos os familiares e amigos. Para pessoas próximas a Roberto, permanece o sentimento de que, depois de alguns anos, o condenado poderá cumprir sua pena e voltar a viver normalmente, enquanto Roberto teve sua vida tirada e jamais terá a oportunidade de continuar sua história, conviver com a família ou realizar seus projetos. Para eles, a sentença representa uma resposta da Justiça, mas não repara a perda.

O réu foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão, mas a decisão ainda pode ser contestada por meio dos recursos previstos em lei. Para familiares e amigos, o julgamento encerra uma etapa do processo, mas não a dor provocada pela morte de Roberto. A manifestação durante a sessão reforçou justamente esse sentimento: para quem ficou, nenhuma condenação é capaz de devolver a vida que foi perdida.

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