Suposto empréstimo com agiota à Prefeitura de Jenipapo de Minas é exposto por ex-prefeito

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“Coca” apresentou sua versão sobre a situação financeira e cobrou esclarecimentos

O ex-prefeito de Jenipapo de Minas, conhecido como Coca, utilizou as redes sociais nesta quinta-feira, 5 de novembro, para rebater declarações sobre dívidas que teriam sido deixadas por sua administração. Em um vídeo direcionado à população, o ex-gestor também levantou questionamentos sobre empréstimos, pagamentos e obras públicas realizadas pela gestão de Edson Figueiró.

Coca iniciou o pronunciamento citando a contratação de carros, caminhões e máquinas, o aumento no número de servidores, o pagamento de gratificações e a ampliação dos quilômetros percorridos pelo transporte escolar como exemplos de despesas que, segundo ele, não teriam sido acompanhadas de receitas suficientes. “Não se cria despesa sem saber da receita. É uma conta muito simples”, declarou.

Na sequência, Coca direcionou questionamentos ao atual chefe de gabinete, Ricardo Gomes, sobre um áudio que, segundo ele, teria circulado recentemente e no qual uma pessoa estaria cobrando da prefeitura a substituição de uma promissória. “Um agiota cobrando de vocês que trocassem a promissória. Está muito claro que a Prefeitura tem dificuldade, e quem é que vai pagar?”, afirmou ele, citando também que a Prefeitura Municipal não poderia tomar dinheiro emprestado.

Outro ponto central da manifestação foi a contestação de uma suposta dívida de R$ 1,6 milhão referente à folha de pagamento de dezembro. Para rebater as acusações sobre a situação financeira deixada ao município, Coca destacou que mesmo considerando os compromissos financeiros pendentes, deixou um saldo de quase R$ 2,1 milhão para a administração seguinte. Ele também explicou que, em municípios de pequeno porte e que dependem dos repasses do FPM, a folha de dezembro costuma ser paga em janeiro do ano seguinte.

Segundo ele, não haveria receita suficiente para concentrar, dentro de dezembro, o pagamento da folha de novembro, do décimo terceiro salário e dos vencimentos referentes ao próprio mês de dezembro. Coca também afirmou que, durante os oito anos em que esteve à frente da Prefeitura, quase 400 servidores trabalharam no município e que os compromissos trabalhistas foram quitados regularmente.

Coca também rebateu uma cobrança de R$ 228 mil relacionada a problemas em uma ponte, valor que, segundo ele, estaria sendo apresentado como dívida de sua administração. Ele também questionou a reforma das praças de Rio Passos, afirmando que os serviços teriam sido pagos com recursos públicos, mas que ele não teria identificado a execução das intervenções.

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