Dois médicos estavam trabalhando durante fiscalização na unidade
Uma denúncia encaminhada ao Gazeta dos Vales na última segunda-feira (19) relata reclamações de pacientes sobre a demora no atendimento da Fundação Hospitalar de Capelinha e levantou suspeitas, pelos usuários, de que a espera poderia estar relacionada à falta de médicos ou até mesmo à possibilidade deles estarem dormindo durante o trabalho. O vereador Livio Louzada foi solicitado e compareceu à unidade para fiscalizar e buscar esclarecimentos sobre os serviços.
Após chegar no local, ele afirmou ter sido solicitado o relatório com os registros desde o início do turno e conversou com uma das coordenadoras da instituição para conhecer as dificuldades enfrentadas. Segundo o vereador, até sua chegada, haviam sido registrados 30 atendimentos, incluindo pacientes que já tinham passado pela triagem inicial e aguardavam avaliação médica.
Conforme passado por ele, durante o período em que permaneceu no local, os atendimentos estavam sendo realizados. “Fato é que eu pude constatar que tinham ali dois médicos atendendo naquele momento”, declarou. O vereador também destacou que parte da demora estaria relacionada à classificação de risco dos pacientes pelo Protocolo de Manchester com pessoas que precisavam aguardar por mais tempo.
Na avaliação do parlamentar, o problema se repete principalmente aos fins de semana, quando postos de saúde e outros serviços não funcionam, concentrando a procura na unidade hospitalar. “A gente percebe que, de fato, há um gargalo no atendimento de saúde aos finais de semana”, afirmou.
O parlamentar destacou ainda que já havia alertado anteriormente sobre a necessidade de buscar soluções para esse problema. “A gente precisa elaborar uma forma de termos um atendimento prévio, através de uma triagem, através de um ponto de apoio”, afirmou. Ele explicou que esse atendimento permitirá o encaminhamento adequado de cada caso.“Se não houver uma outra forma de intervenção primária no atendimento, sempre nós teremos esse gargalo”, declarou.
Apesar da suspeita levantada na denúncia que foi encaminhada ao Gazeta dos Vales, o relato do vereador confirma que a demora dos atendimentos estava relacionado ao grau de risco e não aos profissionais que estavam trabalhando na unidade.



