Carvoeiro de Setubinha troca trabalho pesado pela esperança de uma nova vida nos EUA

WhatsApp
Facebook
Email
Telegram
X
noticias de setubinha

Ele afirma receber US$ 135 pelos serviços que está aprendendo a executar no exterior

Um trabalhador natural da Setubinha (MG), chegou aos Estados Unidos há uma semana e relatou as dificuldades enfrentadas anteriormente na produção de carvão e as expectativas com a nova vida no exterior. Em vídeo divulgado na última terça-feira (13), ele afirmou que pagou R$ 90 mil pela travessia com auxílio de um coiote e já está trabalhando no território norte-americano.

Antes de emigrar, o mineiro trabalhava na produção de carvão. Durante a conversa, ao ser questionado sobre o serviço, ele explicou que a rotina começava no mato, com o corte da lenha, e seguia com o transporte da madeira em tratores e o abastecimento dos fornos. Depois do processo de produção, ainda era necessário retirar o carvão.

Segundo ele, os ganhos mensais ficavam pouco acima de R$ 1 mil, valor que considerava insuficiente diante da intensidade do serviço. Questionado sobre o uso de equipamentos de proteção, o mineiro afirmou que não utilizava máscara.

Conforme contou, o pai chegou primeiro e, depois de se estabelecer, ajudou a preparar o caminho para a vinda de outros integrantes da família. “Meu pai primeiro estava trabalhando aí. Assim que eles vieram, ajeitou pra nós e aí Deus abençoou, nós veio”, relatou o mineiro.

Mesmo com apenas sete dias no país, o trabalhador afirmou que já havia conseguido um emprego. Durante a entrevista, disse receber US$ 135 pelo trabalho que está aprendendo a executar.  Ao ser perguntado se estava gostando da nova vida, respondeu com entusiasmo: “Tô demais! É melhor do que mexer lá na roça.” 

Segundo o mineiro, o pagamento foi combinado em parcelas mensais de US$ 1 mil ao coiote. Ao falar sobre o que mais havia chamado sua atenção desde a chegada, destacou a cidade onde está vivendo. “Tudo aqui é incrível demais. Aqui é diferente do Brasil. Pode nem comparar não”, declarou.

No fim da entrevista, ele deixou uma mensagem aos conterrâneos e afirmou que outras pessoas da região ainda podem seguir o mesmo caminho e enviou um abraço à população de sua terra natal.

IMAGENS: Diário de Araçuaí

Rolar para cima