Capelinha ganha destaque com força da cafeicultura na Chapada de Minas

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Entre montanhas e áreas de altitude do Vale do Jequitinhonha, uma nova realidade econômica vem sendo construída a partir do café. A Chapada de Minas, formada por 22 municípios, produz atualmente cerca de 400 mil sacas por ano e, em 2026, a atividade deve movimentar quase R$ 1 bilhão. Capelinha aparece como um dos principais centros dessa cadeia.

O crescimento da produção está relacionado às características da região e à modernização das propriedades. Altitudes elevadas, clima, relevo e investimentos em técnicas de cultivo e irrigação criaram condições favoráveis para o avanço dos cafezais. Em boa parte das lavouras, situadas entre 800 e 1.100 metros, o relevo também permite maior mecanização, contribuindo para tornar a colheita mais eficiente.

A transformação não acontece apenas dentro das propriedades rurais. Capelinha concentra empresas e serviços ligados ao setor, incluindo atividades de recebimento, classificação, processamento e comercialização dos grãos. Uma indústria instalada no município, por exemplo, possui capacidade para produzir até 12 toneladas de café por dia, enquanto novos negócios buscam aproximar produtores de compradores e empresas exportadoras.

A produção regional também começa a ganhar espaço no segmento de cafés especiais, valorizado pela qualidade e pelas características dos grãos. Parte do café da Chapada de Minas já alcança consumidores de mercados internacionais, incluindo países da Europa, América do Norte e Ásia. O avanço do setor movimenta empregos, negócios e investimentos em diferentes municípios do Jequitinhonha.

O cenário ajuda a mudar a percepção sobre uma região muitas vezes associada apenas ao sertão e ao semiárido. Entre cafezais e áreas montanhosas, a Chapada de Minas constrói uma identidade cada vez mais ligada à produção cafeeira, enquanto Capelinha se consolida como um dos pontos centrais dessa transformação econômica.

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