Um desacordo entre o prefeito de Angelândia, Nego de Domício, e o vice-prefeito Ricardo do Supermercado ganhou repercussão no cenário político local nesta sexta-feira, 02 de outubro, na reta final das eleições de 2026. A divergência surgiu após Ricardo publicar um vídeo pedindo votos para os deputados Olavo Kessler e Gustavo Aladares, afirmando que os parlamentares têm contribuído com recursos para o município.
Em resposta, Nego de Domício publicou outro vídeo questionando as declarações do vice-prefeito. Segundo o prefeito, desde o início da atual gestão os deputados apoiados por Ricardo não teriam destinado emendas para Angelândia. Nego afirmou que Reginaldo Lopes e Neilando Pimenta são os parlamentares que, segundo ele, têm ajudado o município, mencionando mais de R$ 15 milhões em recursos atribuídos aos dois.
Ricardo voltou a se manifestar e apresentou exemplos de recursos que atribui aos parlamentares que apoia. Entre os valores citados estão R$ 200 mil para a Secretaria de Assistência Social, duas minivans destinadas por Gustavo Aladares, R$ 480 mil para o Hospital de Turmalina para atendimento à população de Angelândia e R$ 100 mil para a Escola Estadual Gus Barbosa. Ele também citou ações e um instituto que, segundo afirmou, teria sido destinado por Olavo Kessler ao município.
Durante o segundo vídeo, o vice-prefeito também afirmou que o instituto ainda não começou a funcionar porque teria recebido negativa para o alvará de funcionamento. Ricardo atribuiu a situação a uma decisão política da administração municipal, enquanto Nego, no vídeo anterior, havia solicitado que fossem apresentadas as indicações e emendas que comprovariam a ajuda mencionada.
Além da divergência sobre os recursos, Ricardo afirmou que ele e Nego haviam planejado uma gestão conjunta, mas que, diante de circunstâncias não especificadas, deixaram de caminhar juntos. Apesar disso, disse que pretende continuar exercendo suas funções e buscando recursos para o município. As manifestações públicas dos dois ocorreram a dois dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e expuseram uma divisão entre os apoios políticos de prefeito e vice.



