Três trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão em Carbonita

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Segundo o MTE, locais não tinham água potável, banheiro ou abrigo

Uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego terminou com o resgate de três trabalhadores que estavam submetidos a condições análogas à escravidão em duas carvoarias clandestinas de Carbonita. A ação ocorreu na terça-feira, 22 de setembro, depois que uma denúncia levou Auditores-Fiscais do Trabalho de Montes Claros até os locais onde a produção de carvão era realizada.

Durante a operação, foram identificados 12 fornos em funcionamento e, segundo o MTE, uma série de condições precárias para quem trabalhava nas carvoarias. Os locais não contavam com instalações básicas, como banheiro, abrigo, espaço para alimentação ou fornecimento de água potável. Os trabalhadores precisavam levar a própria água e utilizavam áreas de mata para suas necessidades.

A alimentação também ocorria de forma improvisada. Conforme a fiscalização, as refeições eram feitas no chão ou sobre troncos, enquanto as marmitas eram aquecidas de maneira precária. Os trabalhadores ainda atuavam sem equipamentos de proteção adequados, usando roupas comuns, calçados danificados e luvas em condições inadequadas para o serviço.

A atividade expunha os trabalhadores diretamente ao calor e à fumaça produzidos pelos fornos. Os Auditores-Fiscais relataram que os três apresentavam fuligem no rosto, nas mãos e nos braços após a rotina de trabalho. As condições encontradas durante a fiscalização fundamentaram o resgate dos trabalhadores, conforme informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

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