Natural de Minas Novas, Giselda Gil, conhecida nas redes sociais como Giselda Capivara, vem ganhando destaque ao compartilhar conteúdos sobre saúde mental e recuperação do sofrimento psíquico. Artista, comunicadora e pedagoga, ela é pós-graduada em Saúde Mental, Psicopatologia e Atenção Psicossocial e possui três anos e meio de experiência como corresponsável pelas Oficinas Terapêuticas do CAPS I e CAPS AD de Minas Novas. Após enfrentar um burnout que atribui ao excesso de trabalho, passou a dividir publicamente parte do seu processo de recuperação.
A atuação de Giselda tem chamado atenção por apresentar uma perspectiva diferente sobre o cuidado em saúde mental. Em suas publicações, ela defende a avaliação biopsicossocial e a construção de um Projeto Terapêutico Singular para cada pessoa, questionando modelos que, segundo sua visão, colocam a medicalização e o atendimento hospitalar no centro do cuidado. Com uma comunicação marcada pelo bom humor e por informações baseadas em evidências científicas, cultura e justiça social, ela também aborda estigmas e a patologização de experiências da vida cotidiana.
Um dos pontos que mais aparecem em seus conteúdos é a Luta Antimanicomial. Giselda também tem feito críticas à forma como campanhas relacionadas à saúde mental são conduzidas, incluindo questionamentos ao que considera uma transformação do sofrimento psíquico em produto. Ao propor discussões sobre autonomia, direitos e formas de cuidado, ela vem estimulando seus seguidores a refletirem sobre como pessoas em sofrimento são acolhidas e tratadas pela sociedade e pelos serviços de saúde.
A repercussão positiva das publicações tem ampliado o alcance de sua mensagem e transformado suas próprias experiências em uma ferramenta de conscientização. Giselda afirma que o objetivo é denunciar situações em que pessoas em sofrimento podem ter seus direitos e sua autonomia desconsiderados, além de defender uma abordagem mais humanizada. A partir de Minas Novas, seu trabalho nas redes vem conquistando espaço e provocando novos debates sobre saúde mental, cuidado e a necessidade de fortalecer a perspectiva da Luta Antimanicomial.



