Magistrado apontou indícios de extrema violência e risco à integridade da vítima
Nesta sexta-feira, 31 de julho, a Justiça determinou a manutenção da prisão do médico de 34 anos acusado de tentar matar a própria companheira em Setubinha. Durante a audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, mantendo o investigado detido enquanto prosseguem as investigações e o processo criminal.
Na decisão, o magistrado destacou a existência de indícios de tentativa de feminicídio praticada com extrema violência no contexto de violência doméstica. Entre os elementos considerados estão as ameaças de morte, as agressões físicas, o uso de arma branca, o fato de a vítima ter sido levada para uma área de mata e o risco à integridade física e psicológica da mulher.
Segundo a Polícia Militar, o crime ocorreu na última terça-feira (28). A vítima relatou ter sido agredida com socos, enforcada e golpeada com o cabo de uma faca, além de ter parte da cartilagem do nariz arrancada por uma mordida. Ela afirmou ainda que desmaiou durante as agressões, foi colocada no porta-malas de um veículo e levada para uma área de eucalipto, onde o suspeito pretendia matá-la.
Ainda conforme o relato, a mulher conseguiu escapar quando o médico retornou ao veículo, caminhou cerca de três quilômetros e pediu ajuda em uma residência. Ela foi socorrida, recebeu atendimento inicial em Setubinha e, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para um hospital em Capelinha.
O médico foi localizado pela Polícia Militar, preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Plantão em Teófilo Otoni. Durante o procedimento, negou as acusações e exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. Com a decisão desta sexta-feira, ele permanecerá preso preventivamente até o andamento das investigações e das demais etapas do processo judicial.



