Projeto que limita cachês de shows em MG gera debate sobre festas no Vale do Jequitinhonha

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Texto apresentado prevê limite de R$ 500 mil para shows pagos com dinheiro público

Um projeto de lei apresentado e debatido nesta terça-feira, 12 de maio, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), reacendeu o debate sobre os altos cachês pagos em shows e eventos custeados com dinheiro público no estado. A proposta prevê um teto de R$ 500 mil por apresentação, ou até 1% da receita corrente líquida do município, para contratação de artistas em eventos financiados pelo poder público.

O assunto já começa a repercutir em cidades da região, principalmente após a divulgação da programação da 38ª Festa do Capelinhense Ausente, em Capelinha. Entre as atrações confirmadas estão Zezé Di Camargo, Maiara & Maraisa, Alexandre Pires e Natanzinho Lima, nomes conhecidos nacionalmente e que costumam movimentar altos valores em contratos pelo país.

No caso de Zezé Di Camargo, o show em Capelinha será realizado com entrada franca para a população. Porém, caso a apresentação fosse contratada diretamente dentro da média atual do mercado, os valores poderiam variar entre R$ 400 mil e R$ 600 mil, segundo estimativas divulgadas por veículos especializados. Já artistas como Natanzinho Lima e a dupla Maiara & Maraisa teriam cachês em torno de R$ 700 mil por apresentação.

Os autores do projeto afirmam que a medida busca criar limites para os gastos públicos em festividades, além de incentivar a valorização de artistas mineiros. Durante o debate na ALMG, produtores culturais também relataram preocupação com a disparada dos cachês após a pandemia, apontando dificuldades para manter eventos tradicionais sem comprometer a estrutura das festas.

Caso a proposta avance e seja aprovada, festas tradicionais do Vale do Jequitinhonha, como a Expoita, Festa do Capelinhense Ausente e outros grandes eventos regionais, poderão enfrentar mudanças na contratação de artistas nacionais nos próximos anos. A discussão já levanta dúvidas sobre quais nomes poderão ser trazidos dentro do novo limite previsto e se municípios conseguirão manter atrações de grande renome e engajamento sem ultrapassar o teto estabelecido pela possível nova legislação.

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